No dia 16 de março em Salvador, durante o Fórum Social Mundial, ocorreu no Centro Histórico da capital baiana a Assembleia Mundial de Mulheres, que estimou a participação de pelo menos 5 mil pessoas e contou com representantes de defesa à vida e direito das mulheres de mais de 30 nações. Durante a assembleia, por diversos momentos a execução da militante e vereadora Marielle Franco foi relembrada, a dor da luta das mulheres na construção de uma sociedade que atenda os nossos direitos tomou co nta da Assembleia, dominando o tema central “Mulheres na Resistência contra o Machismo, Racismo e a Lgbtfobia”.

Estiveram presentes guerreiras curdas, lideranças indígenas, mulheres saarauitas, argentinas da Madres de la Plaza de Mayo, a Federação Internacional Democrática das Mulheres (FDIM), em denúncia aos ataques das nações imperialistas que provem as guerras e atacam das mais diversas formas as nossas vidas e corpos; juntaram-se tais militantes feministas das mais diversas partes do mundo com o objetivo de aprovar, em assembleia “os dez pontos inegociáveis da luta da mulher”, o texto foi construído de maneira conjunta com várias organizações de mulheres e nós do CFCAM estivemos presentes e ajudamos na redação dos pontos

O Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro esteve presente na Assembleia, no qual dialogamos com mulheres do Curdistão e Saarauí, ajudando na denúncia da ocupação do Marrocos no território reivindicado pelo povo de   Saraui,  tudo no contexto de luta pelo fim do imperialismo. Estivemos ainda em diálogo durante o espaço com a Presidente Regional da FDIM  Alicia Campos.

O saldo que carregamos após essa assembleia é o da certeza que somente a união das mulheres trabalhadoras do mundo todo seremos capazes de construir uma sociedade verdadeiramente livre e emancipada para toda a classe trabalhadora.

DEZ PONTOS INEGOCIÁVEIS DA LUTA DA MULHER EM TODO O MUNDO

 

  1. Pelo fim do feminicídio e de todas as formas de violência praticadas contra as mulheres, seja sexual, física, psicológicas, doméstica, no campo, praticadas pelo patrão ou pelo Estado;
  2. Pelo direito das mulheres decidirem sobre seus corpos com autonomia e independente da vontade do Estado e de crenças religiosas;
  3. Pela emancipação e poder político das mulheres;
  4. Pelo fim da utilização dos corpos das mulheres como arma de guerra;
  5. Pelo acesso universal das mulheres à educação emancipadora e não sexista. Pela emancipação social, cultural e econômica das mulheres;
  6. Contra o racismo, o genocídio e o encarceramento da população negra;
  7. Pelo reconhecimento da identidade de gênero com respeito e dignidade. Pelo respeito à diversidade sexual, sem discriminação de qualquer natureza;
  8. Contra a misoginia, o silenciamento e a invisibilização das mulheres;
  9. Contra o patriarcado e todas suas expressões na vida das mulheres;
  10. Contra o capitalismo e o imperialismo, que exploram e expropriam as trabalhadoras ao redor do planeta e que em suas disputas por mercados e fontes energéticas geram guerras, destruição, violências e mortes, que atingem principalmente às mulheres.

O saldo que carregamos após essa assembleia é o da certeza que somente a união das mulheres trabalhadoras do mundo todo seremos capazes de construir uma sociedade verdadeiramente livre e emancipada para toda a classe trabalhadora.

 

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